O acesso à cultura ganhou um importante reforço em Rio das Ostras com o lançamento do projeto "Som do Silêncio Azul", iniciativa da Fundação Rio das Ostras de Cultura voltada às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A primeira sessão aconteceu no sábado (27), na sede administrativa Maestro Maurício Libardi Júnior, reunindo famílias atípicas, representantes da sociedade civil e do poder público em um ambiente preparado especialmente para oferecer conforto sensorial.
A proposta é adaptar as exibições cinematográficas com redução do volume do áudio, iluminação diferenciada e liberdade para que o público possa se movimentar durante toda a sessão, eliminando barreiras que muitas vezes impedem o acesso ao cinema convencional.
Em parceria com o Museu da Imagem e do Som, o projeto utilizará filmes do acervo da plataforma Tela Brasil, priorizando produções de linguagem leve e narrativa visual acessível.
Para a presidente da Fundação, a iniciativa fortalece a democratização do acesso à cultura.
Além da sessão inaugural, a programação será ampliada nas férias escolares, quando uma semana inteira será dedicada às exibições inclusivas para crianças, jovens e famílias.
Pais e responsáveis elogiaram a iniciativa, destacando a importância de espaços preparados para receber pessoas com hipersensibilidade auditiva e visual.
Com o projeto, Rio das Ostras avança nas políticas públicas de acessibilidade e reafirma o compromisso de tornar a cultura um direito efetivamente acessível para toda a população.





