A arte e a literatura foram utilizadas como ferramentas para estimular o diálogo sobre igualdade de gênero, incentivar a formação de novos leitores e fortalecer a educação em Rio das Ostras e Macaé. Nos dias 19 e 20 de agosto, o projeto “A Biblioteca Sonhadora” passou pelas duas cidades levando atividades culturais gratuitas a escolas públicas, centros culturais e instituições sem fins lucrativos.
Inspirada na trajetória da ativista paquistanesa Malala Yousafzai, a iniciativa promoveu ações integradas de teatro, mediação de leitura e formação de acervos, com o objetivo de ampliar o acesso à literatura e incentivar referências femininas positivas desde a infância.
Entre os destaques da programação esteve o espetáculo de teatro de bonecos “Malala, a menina que tinha um sonho”. Com duração de 45 minutos e classificação indicativa a partir de cinco anos, a montagem, que conta com cinco atores no elenco e músicas tocadas e cantadas ao vivo, narra a trajetória da jovem ativista e sua luta pelo direito à educação.
Além das apresentações, o projeto deixou um legado permanente nas instituições contempladas. Cada espaço recebeu uma estante com um acervo de 50 livros, sendo 10 deles em edições acessíveis em Braille. A seleção reúne majoritariamente obras escritas por autoras ou que apresentam meninas e mulheres como protagonistas ou temas centrais.
As instituições também receberam oficinas de mediação de leitura, com duração de 1h30, voltadas a educadores. As atividades apresentaram as escritoras presentes nos acervos e estimularam o pensamento crítico, a expressão e o contato de crianças e adolescentes com diferentes perspectivas e realidades.
O projeto responde diretamente a desafios sociais urgentes, atuando para diminuir o preconceito e a violência contra meninas e mulheres. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a cada seis horas uma mulher é morta no país. Apenas em 2023, foram registradas 1.463 vítimas de feminicídio, o maior número desde a tipificação do crime em 2015. Além disso, dados do 1º Relatório Nacional de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios mostram que mulheres ganham 19,4% a menos que os homens no Brasil.
Assim, “A Biblioteca Sonhadora” parte da compreensão de que a literatura e a educação podem contribuir para a construção de ambientes mais igualitários e para a redução de preconceitos relacionados a meninas e mulheres. Ao ampliar o contato com personagens e autoras femininas, o projeto busca contribuir para que crianças e jovens tenham acesso a diferentes referências e possam desenvolver novas perspectivas sobre seu papel na sociedade.
“Nossos esforços estão voltados para a criação de ambientes que incentivem o desenvolvimento pessoal e comunitário por meio da educação e da cultura. Acreditamos no potencial transformador dessas áreas para promover mudanças significativas nas vidas das pessoas, oferecendo acesso a ferramentas e atividades que estimulam a criatividade, o aprendizado e a expressão individual. Estamos comprometidos em abrir novos caminhos e oportunidades, fortalecendo o futuro das próximas gerações”, reforça Cristiano Netto, Diretor de RH América Latina da NOV.
Realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o projeto “A Biblioteca Sonhadora” tem produção da Vida Flats, apoio da Incentivar, Coletivo Du'Velhomoço e Komedi Projetos, com patrocínio da NOV e é realizado pelo Ministério da Cultura.
Sobre a NOV: Por mais de 150 anos, a NOV tem sido pioneira em inovações que capacitam a indústria global de energia, permitindo que nossos clientes produzam energia abundante de forma segura, ao mesmo tempo em que minimizem seu impacto ambiental. A indústria de energia depende de nossa profunda expertise e tecnologia para melhorar continuamente as operações nos campos de petróleo e apoiar os esforços para avançar na transição energética em direção a um futuro mais sustentável.
Sobre o Ministério: A principal ferramenta de fomento à Cultura do Brasil, a Lei de Incentivo à Cultura contribui para que milhares de projetos culturais aconteçam, todos os anos, em todas as regiões do país. Por meio dela, empresas e pessoas físicas podem patrocinar espetáculos – exposições, shows, livros, museus, galerias e várias outras formas de expressão cultural – e abater o valor total ou parcial do apoio do Imposto de Renda. A Lei também contribui para ampliar o acesso dos cidadãos à Cultura, já que os projetos patrocinados são obrigados a oferecer uma contrapartida social, ou seja, eles têm que distribuir parte dos ingressos gratuitamente e promover ações de formação e capacitação junto às comunidades. Criado em 1991 pela Lei 8.313, o mecanismo do incentivo à cultura é um dos pilares do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), que também conta com o Fundo Nacional de Cultura (FNC) e os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficarts). Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura.
Serviço:
“A Biblioteca Sonhadora” em Rio das Ostras e Macaé (RJ)
Datas:
19/08/2026
Rio das Ostras (RJ) - Associação Égide
20/08/2026
Macaé (RJ) - Associação Educacional Terapêutica Sociedade de Ensino e Terapia Macaense - Escola Sentrinho





