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Prefeito de Cabo Frio recua após críticas e anuncia mudanças na taxa de lixo

Após forte reação popular, gestão municipal promete ajustes na cobrança e admite falhas na comunicação com contribuintes

Atualizado em 31/03/2026 às 11:03, por Ricardo Marcogé.

Prefeitura de Cabo Frio anuncia mudanças na taxa de lixo após forte reação popular e críticas sobre valores e critérios de cobrança. Foto: Divulgação

O prefeito de Cabo Frio, Sérgio Azevedo, anunciou mudanças na cobrança da taxa de lixo após uma onda de críticas e protestos da população. A decisão foi comunicada durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira, em meio à crescente insatisfação com os valores e critérios adotados.

A taxa, aprovada pela Câmara Municipal, vinha sendo alvo de reclamações por parte dos contribuintes, que apontaram falta de clareza nas cobranças e valores considerados elevados. Inicialmente, o prefeito atribuiu as distorções à irregularidade cadastral de imóveis no município. Segundo ele, dos cerca de 152 mil imóveis lançados, apenas 82 mil estariam devidamente regularizados, o que teria impactado diretamente na definição das tarifas.

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Pelas regras originais, imóveis residenciais com até 30 metros quadrados pagariam R$ 100 por ano, enquanto residências de até 70 metros quadrados seriam taxadas em R$ 150. Já imóveis entre 101 e 300 metros quadrados teriam cobrança anual de R$ 250. No setor comercial, os valores variavam de R$ 150 a R$ 250 para estabelecimentos de pequeno e médio porte, podendo chegar a R$ 1.300 anuais para grandes empreendimentos, como supermercados.

Diante da repercussão negativa, o prefeito anunciou que o modelo será revisto, embora ainda não tenha detalhado todas as alterações. Ele também confirmou que eventuais valores pagos a mais não serão devolvidos em dinheiro, mas convertidos em crédito para abatimento no IPTU e na taxa do ano seguinte.

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Moradores relataram divergências nos valores cobrados, ausência de critérios transparentes e falta de comunicação prévia adequada por parte da administração municipal. Além disso, parte da população questiona a cobrança diante de falhas percebidas na prestação de serviços, especialmente na coleta de lixo em alguns bairros.

O episódio amplia a pressão política sobre o governo municipal, que agora busca ajustar a medida e restabelecer o diálogo com a população.