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Pomadas modeladoras para cabelo podem causar lesões nos olhos e até cegueira

SES-RJ alerta para riscos do uso irregular desses produtos às vésperas do Carnaval, que começa neste sábado (14/2)

Atualizado em 10/02/2026 às 10:02, por Ricardo Marcogé.

O risco é ainda maior em crianças, que tendem a levar as mãos aos olhos com mais frequência, além de transpirarem mais e terem menos cuidado ao brincar. Foto: Divulgação / SES - RJ

Com a chegada do Carnaval, que começa neste sábado (14/2), cresce a procura por tranças, twists e penteados que prometem resistência ao calor, ao suor e à folia. No meio desse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) faz um alerta importante: o uso inadequado ou irregular de pomadas modeladoras para cabelo pode causar danos graves à pele e aos olhos, incluindo risco de cegueira.

Os produtos utilizados para fixar tranças e reduzir frizz têm textura oleosa ou cerosa, o que facilita a fixação prolongada. O problema é que, em ambientes quentes e com suor excessivo, como blocos de rua e praias, a pomada pode escorrer do couro cabeludo para o rosto, atingindo os olhos.

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“Cosmético não é um produto inofensivo. O uso excessivo, sem obedecer às orientações, ou pomadas irregulares pode provocar desde dermatites até lesões oculares graves. Às vésperas do Carnaval, nosso papel é intensificar o alerta para que as pessoas façam escolhas mais seguras”, explica a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.

Casos graves e maior risco em crianças

O contato da pomada com os olhos pode causar ardência intensa, lacrimejamento, visão turva, fotofobia e inflamação da conjuntiva e da córnea. Em situações mais graves, especialmente quando o uso é contínuo ou o produto não é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há registro de cegueira temporária ou permanente.

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O risco é ainda maior em crianças, que tendem a levar as mãos aos olhos com mais frequência, além de transpirarem mais e terem menos cuidado ao brincar. “Temos observado ocorrências especialmente relacionadas a produtos sem registro, vendidos de forma clandestina. Em muitos casos, a composição não é adequada para esse tipo de uso, o que aumenta muito o risco de lesões, principalmente nos olhos”, ressalta a coordenadora de Vigilância e Fiscalização de Insumos, Medicamentos e Produtos da SES-RJ, Rosa Melo.

Além dos problemas oftalmológicos, o uso contínuo dessas pomadas pode causar dermatite, coceira intensa, descamação, foliculite, acne na testa e na nuca e até queda de cabelo por obstrução dos poros.

Produto regularizado e uso correto fazem diferença

A Vigilância Sanitária da SES-RJ reforça que pomadas modeladoras só devem ser usadas se forem regularizadas junto à Anvisa, com rótulo em português, fabricante identificado, número de registro ou notificação e, claro, dentro do prazo de validade.

Outro ponto crítico é o modo de uso. É importante ter cuidado com o excesso de produto e com a aplicação próxima à testa e aos olhos, além da permanência por muitos dias sem lavagem. Tudo isso pode aumentar significativamente os riscos.

“A recomendação é usar a menor quantidade possível, evitar a aplicação próxima aos olhos, lavar o couro cabeludo regularmente e suspender o uso diante de qualquer sinal de ardor, coceira ou vermelhidão. Mesmo um produto regular pode causar dano se for usado de forma inadequada”, alerta a superintendente Helen Keller.

Para quem vai curtir o Carnaval, a orientação é simples: “Desconfie de promessas de fixação extrema ou à prova d’água, evite produtos caseiros ou sem procedência e, sempre que possível, opte por alternativas mais leves e regularizadas. A beleza não pode custar a saúde. Um produto inadequado pode transformar um penteado em um problema sério e acabar com a sua alegria, trazendo um problema sério de saúde”, orienta a coordenadora Rosa Melo.

Fiscalização e papel da Vigilância Sanitária

A SES-RJ destaca que o papel da Vigilância Sanitária estadual é reforçar os alertas à população, apoiar tecnicamente os municípios e acompanhar os riscos à saúde associados a esses produtos. Já a fiscalização direta dos comércios, salões e pontos de venda é responsabilidade das vigilâncias sanitárias municipais, que podem aplicar sanções como apreensão de produtos, multas e interdições em caso de irregularidades.