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PF e MPF deflagram Operação Desconexão no RJ e na Região dos Lagos; dois são presos

Grupo é acusado de impor monopólio ilegal de internet em Cabo Frio com uso de violência, ameaças e sabotagem contra provedores concorrentes; dois homens foram presos na ação.

Atualizado em 04/03/2026 às 10:03, por Ricardo Marcogé.

Ação da PF e do MPF cumpre mandados no Rio de Janeiro e na Região dos Lagos contra grupo investigado por controlar, de forma criminosa, a prestação de serviços de banda larga no bairro Jacaré, em Cabo Frio.

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagraram na manhã desta quarta-feira (4) a Operação Desconexão, com o objetivo de reprimir uma organização criminosa investigada por promover a interrupção e a perturbação de serviços de telecomunicações em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

De acordo com as investigações, o grupo teria estabelecido um monopólio ilegal na prestação de serviços de internet no bairro Jacaré, controlando a atuação de provedores e permitindo apenas o funcionamento de uma empresa autorizada pela facção criminosa que atua na localidade.

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Mandados cumpridos

Na ação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva nos municípios de São Pedro da Aldeia e Rio das Ostras, além de 15 mandados de busca e apreensão em:

Cabo Frio (4)

Rio de Janeiro (5)

São Pedro da Aldeia (3)

Araruama (2)

Rio das Ostras (1)

As diligências realizadas em Cabo Frio e São Pedro da Aldeia contaram com o apoio do Grupamento de Ações Táticas do 25º Batalhão da PMERJ.

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Violência e intimidação

Segundo a PF e o MPF, o controle territorial e o monopólio da banda larga eram mantidos por meio de violência e graves ameaças contra empresas concorrentes. Entre as práticas identificadas estão:

Danificação de equipamentos;

Corte de cabos de internet;

Intimidação de funcionários;

Impedimento da instalação e manutenção dos serviços por outros provedores.

As apurações também revelaram que o grupo utilizava pessoas jurídicas interpostas, os chamados “laranjas”, para ocultar a real estrutura de comando e a titularidade dos ativos tecnológicos empregados na atividade ilícita.

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Crimes investigados

Os dois presos poderão responder por furto qualificado; interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública; e organização criminosa, sem prejuízo de outros crimes que possam ser identificados ao longo das investigações.

A Operação Desconexão segue em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias.