Uma operação realizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (9) colocou o Instituto Rio Metrópole (IRM) no centro de uma investigação sobre supostas irregularidades em contratos públicos.
Entre os presos está o ex-delegado da 128ª Delegacia de Polícia de Rio das Ostras, Franquis Nepomuceno, além do presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho (Didê), do procurador do Estado Marcelo Lopes da Silva, da ex-fiscal Caroline Soares Barros e de Amanda Íthala da Paschoa.
Segundo o Ministério Público, os investigados responderão por suspeitas relacionadas à organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
As investigações apontam que empresas contratadas pelo Instituto realizavam repasses financeiros ao Instituto BIO, supostamente utilizado para ocultar recursos provenientes dos contratos investigados.
O Ministério Público estima que o prejuízo aos cofres públicos ultrapasse R$ 86 milhões.
Durante a operação também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis localizados no Rio de Janeiro, São Gonçalo e Teresópolis.
O Governo do Estado informou que a apuração surgiu após auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado e pelo Gabinete de Segurança Institucional, que identificaram possíveis irregularidades.
Em nota, o Executivo reafirmou seu compromisso com a transparência e o combate à corrupção.
O caso permanece sob investigação e ainda será analisado pelo Poder Judiciário.





