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Nova diretoria da AMO-RJ toma posse e defende mais apoio ao mototurismo no estado

Atualizado em 14/04/2026 às 07:04, por Ricardo Marcogé.

Reunião marcou a posse dos novos diretores e conselheiros da AMO-RJ. Foto: Divulgação

Sob nova gestão, a Associação dos Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (AMO-RJ) pretende ampliar o diálogo com o futuro governo estadual para fortalecer campanhas de educação no trânsito e garantir maior apoio aos eventos de mototurismo — segmento que mais movimenta o turismo no interior fluminense durante a baixa temporada.

Recém-empossado presidente da entidade, Marcos Corrêa Nogueira, o “Marcão”, quer levar ações educativas diretamente aos encontros de motociclistas realizados em diversas regiões do estado. Esses eventos, além de reunirem milhares de participantes, exercem papel fundamental na economia local.

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— Atualmente, o governo do estado apoia apenas dois eventos, apesar de termos um calendário repleto de encontros importantes sem qualquer incentivo. É preciso que o estado reconheça o potencial do mototurismo, que gera emprego e renda, especialmente para o comércio, pousadas e hotéis — destacou Marcão, que também é instrutor de pilotagem e presidente do Motoclube Leviatã, de Magé.

A nova diretoria da AMO-RJ, juntamente com o conselho da entidade, foi oficialmente empossada durante reunião realizada na Associação Comercial e Industrial de Magé, com apoio do empresário José Augusto Nalin. Além do presidente, assumiram os seguintes cargos: Adriel Marques Ferreira (vice-presidente), Andréa Guedes Nogueira (secretária), José Luiz Tenório (tesoureiro), Cassiano José Pereira (diretor jurídico) e Roberto Carneiro Leal (diretor social). O grupo reúne lideranças do motociclismo de diversas regiões do estado.

A apresentação oficial da diretoria ocorrerá no dia 2 de maio, durante o 27º Encontro Nacional de Motociclistas de Paraíba do Sul.

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Entre as prioridades da nova gestão está a aproximação com organizadores de eventos para discutir a criação de um calendário anual estruturado e identificar os principais desafios enfrentados, especialmente no que diz respeito às autorizações junto a órgãos públicos. A entidade também pretende atuar como ponte entre os organizadores, o governo estadual e as prefeituras.

— O diferencial de um evento está na hospitalidade. O público mais fiel é o do camping. Cidades como Cordeiro e Santo Antônio do Aventureiro (MG) são exemplos nesse aspecto. Mesmo sediando um grande evento, no maior parque de exposições do estado, Cordeiro ainda não conta com apoio estadual — ressaltou Marcão, que também planeja implantar pontos de apoio para motociclistas no interior fluminense.

De acordo com dados do Detran-RJ, o estado do Rio de Janeiro possui cerca de 2,3 milhões de motocicletas — incluindo motonetas e ciclomotores — o que representa aproximadamente 20% da frota total de veículos. Isso equivale a uma motocicleta para cada quatro a cinco veículos. A capital concentra o maior número de motos, seguida por São Gonçalo e Duque de Caxias.
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