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MPRJ cumpre mandado contra ex-funcionária de cartório suspeita de desvio de valores em Trajano de Moraes

Investigação aponta indícios de peculato, irregularidades em atos notariais e uso indevido de recursos pagos por usuários

Atualizado em 06/05/2026 às 12:05, por Ricardo Marcogé.

Mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência da investigada durante operação do MPRJ em Trajano de Moraes. Foto: Reprodução

Trajano de Moraes (RJ) – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (6), um mandado de busca e apreensão contra uma ex-funcionária do Cartório do Ofício Único de Trajano de Moraes. A ação foi realizada pela Promotoria de Justiça do município, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), no âmbito de uma investigação que apura a prática de peculato.

De acordo com o órgão, a investigada foi responsável pelo expediente da unidade entre os dias 8 de junho de 2023 e 16 de maio de 2024, período em que teria ocorrido uma série de irregularidades na prestação de serviços cartorários, incluindo possível desvio de emolumentos pagos por usuários.

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As apurações tiveram início após fiscalização da Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que identificou inconsistências relevantes no funcionamento do cartório. Entre os problemas apontados estão a existência de atos notariais sem registro regular, uso indevido de selos de fiscalização, escrituras não lançadas nos livros oficiais e o desaparecimento do Livro de Notas nº 77, que reuniria registros lavrados durante a gestão da investigada.

Segundo o MPRJ, há indícios de que valores pagos por usuários não correspondiam a serviços efetivamente realizados. Também foram identificados pagamentos feitos por meio de PIX sob controle da ex-funcionária, inclusive após o encerramento de seu vínculo com a serventia.

Diante dos fatos, a Promotoria orienta que pessoas que tenham realizado pagamentos à investigada, especialmente por meio de transferências eletrônicas, procurem a Ouvidoria do MPRJ para relatar o caso e contribuir com as investigações.

O caso segue em apuração, e novas diligências não estão descartadas.