Marcão assume presidência da AMO-RJ com foco em segurança, pedágio e regulamentação de eventos
Novo presidente da entidade destaca combate a acidentes, isenção de pedágio e maior controle sobre motos elétricas e eventos públicos
Marcão assume presidência da AMO-RJ e anuncia prioridades voltadas à segurança no trânsito e valorização dos motociclistas. Foto: Divulgação
O instrutor de pilotagem Marcos Nogueira, conhecido como Marcão, assumiu a presidência da Associação dos Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro com uma agenda voltada à segurança no trânsito, regulamentação de eventos e defesa de pautas históricas da categoria.
Entre as principais prioridades da nova gestão estão a isenção de pedágio para motos e triciclos, além da criação de regras mais claras para a realização de eventos em espaços públicos. Marcão também pretende ampliar o diálogo com autoridades sobre o aumento de acidentes envolvendo motocicletas e bicicletas elétricas, especialmente em cidades como Rio de Janeiro e Niterói.
Segundo ele, a ausência de exigência de habilitação e emplacamento para alguns desses veículos tem contribuído para o aumento de riscos no trânsito, expondo tanto condutores quanto pedestres. Casos recentes, como acidentes fatais envolvendo bicicletas elétricas, reforçam a preocupação da entidade com a necessidade de regulamentação.
Com mais de quatro décadas de experiência no motociclismo, Marcão já atuou como conselheiro e diretor da AMO-RJ, além de ter presidido o Motoclube Corujas do Asfalto, de Magé, por dois mandatos. Em 2019, fundou o Motoclube Leviatã, com foco no fortalecimento do motociclismo aliado a ações sociais.
Ele assume o cargo em substituição ao advogado Fernando Maggiolo e afirma que pretende dar continuidade às pautas da entidade, com foco na segurança dos motociclistas e da população em geral.
Entre as propostas defendidas estão a proibição do uso de cerol em pipas nas proximidades de rodovias, a retirada de tachões em trechos considerados perigosos, principalmente em curvas, e o endurecimento no combate ao roubo, furto e comércio ilegal de peças.
Marcão também defende a redução de alíquotas de importação para motos, peças e acessórios, além da simplificação das regras para realização de eventos, mantendo critérios de segurança.
De acordo com dados do Detran RJ, o estado do Rio de Janeiro possui cerca de 1,4 milhão de motocicletas, com maior concentração na Região Metropolitana. A capital lidera com aproximadamente 370 mil motos, seguida por São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Niterói.
À frente da AMO-RJ, o novo presidente afirma que pretende ampliar ações sociais realizadas por motoclubes em todo o estado, reforçando o compromisso com a segurança e o bem-estar da população.













