Sexta-feira, 7 de agosto de 2026 MPJ · Mais Pelo Jornalismo

Investigação do MPRJ apura supostas fraudes em contratos públicos e determina bloqueio milionário em Casimiro de Abreu

Justiça autorizou o sequestro de bens e valores de investigados por suposta lavagem de dinheiro ligada a contratos administrativos. Empresas e envolvidos permanecem sob sigilo judicial.

Bloqueio judicial de até R$ 270 milhões integra investigação do Ministério Público sobre supostas irregularidades em contratos públicos de Casimiro de Abreu. Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), cumpriu nesta quinta-feira (23) uma importante etapa das investigações que apuram supostas irregularidades em contratos públicos firmados no Município de Casimiro de Abreu.

Por decisão da 3ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital, foram bloqueados bens e valores pertencentes a pessoas físicas e jurídicas investigadas, até o limite de R$ 270 milhões.

Segundo o Ministério Público, a investigação reúne indícios de lavagem de dinheiro relacionada a possíveis fraudes em licitações, concentração de contratos administrativos e movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados.

As diligências foram executadas com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

Conforme apurado pelo GAECO, uma das empresas investigadas recebeu mais de R$ 116 milhões entre 2018 e 2025, provenientes de contratos públicos e respectivos aditivos celebrados com o Município.

O rastreamento patrimonial contou com a participação do Núcleo de Apoio à Persecução Penal e Recuperação de Ativos (NAPPRA/CI2/MPRJ), responsável por auxiliar na identificação dos bens e recursos financeiros vinculados aos investigados.

O Ministério Público esclareceu que os nomes das empresas e das pessoas investigadas permanecem sob sigilo judicial para preservar o andamento das investigações.

As apurações continuam e poderão resultar em novas diligências, conforme a evolução do Procedimento Investigatório Criminal instaurado pelo GAECO.
* Deixamos o espaço aberto para pronunciamento oficial do município sobre as denúncias do MPRJ, caso o mesmo queira se pronunciar.

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