O Instituto Albatroz, responsável pela execução do Projeto de Monitoramento de Praias das Bacias de Campos e Espírito Santo (PMP-BC/ES), da Petrobras, registrou o resgate de 20 pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) vivos desde o início da temporada de migração, iniciada em meados de junho. Os animais foram encontrados debilitados nas praias de Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, e encaminhados ao Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD), localizado em Araruama.
O Projeto de Monitoramento de Praias é realizado como condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural da Petrobras, sob fiscalização do Ibama.
Migração anual exige atenção da população
Entre os meses de junho e outubro, os pinguins-de-Magalhães deixam a Patagônia em busca de alimento e de águas com temperaturas mais amenas. Durante esse deslocamento, muitos chegam ao litoral fluminense em estado de exaustão, doentes ou com quadro de hipotermia, tornando indispensável o atendimento especializado.
Ao localizar um pinguim, vivo ou morto, a recomendação é acionar imediatamente o Projeto de Monitoramento de Praias pelo telefone 0800 991 4800. O mesmo procedimento deve ser adotado caso sejam encontrados tartarugas marinhas, aves marinhas ou mamíferos marinhos nas praias monitoradas.
O que não fazer ao encontrar um pinguim
O Instituto Albatroz alerta que a população não deve tentar devolver o animal ao mar, alimentá-lo, tocá-lo ou colocá-lo em recipientes com água ou gelo.
Segundo a médica-veterinária do Instituto Albatroz, Daphne Goldberg, os animais encontrados nessas condições já apresentam elevado nível de estresse, medo e debilidade física. Ela ressalta ainda que manipular esses animais para fotografias pode agravar ferimentos e aumentar o sofrimento.
Caso o pinguim esteja nadando, a orientação é não se aproximar, pois ele pode estar descansando, procurando alimento ou tentando retornar naturalmente à faixa de areia.

Monitoramento diário em 25 praias
Na Região dos Lagos, o Instituto Albatroz executa o monitoramento em 25 praias, distribuídas ao longo de aproximadamente 54 quilômetros de litoral, abrangendo Cabo Frio, Búzios e parte de Arraial do Cabo.
As atividades são realizadas diariamente por técnicos e monitores especializados, utilizando caminhadas e quadriciclos para percorrer toda a extensão monitorada.
Conheça o Instituto Albatroz
Reconhecido como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), o Instituto Albatroz atua desde 2003 na conservação de albatrozes e petréis em parceria com o poder público, empresas pesqueiras e pescadores.
A instituição também coordena o Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, mantendo bases em Cabo Frio, Santos (SP), Itajaí, Florianópolis (SC) e Rio Grande (RS).





