Sexta-feira, 7 de agosto de 2026 MPJ · Mais Pelo Jornalismo

Instituto Albatroz resgata 20 pinguins em praias da Região dos Lagos e orienta população sobre como agir

Temporada de migração dos pinguins-de-Magalhães mobiliza equipes do Projeto de Monitoramento de Praias em Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo

Pinguins-de-Magalhães resgatados pelo Instituto Albatroz recebem atendimento especializado durante a temporada de migração na Região dos Lagos. Fotos: Divulgação Instituto Albatroz

O Instituto Albatroz, responsável pela execução do Projeto de Monitoramento de Praias das Bacias de Campos e Espírito Santo (PMP-BC/ES), da Petrobras, registrou o resgate de 20 pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) vivos desde o início da temporada de migração, iniciada em meados de junho. Os animais foram encontrados debilitados nas praias de Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, e encaminhados ao Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD), localizado em Araruama.

O Projeto de Monitoramento de Praias é realizado como condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural da Petrobras, sob fiscalização do Ibama.

Migração anual exige atenção da população

Entre os meses de junho e outubro, os pinguins-de-Magalhães deixam a Patagônia em busca de alimento e de águas com temperaturas mais amenas. Durante esse deslocamento, muitos chegam ao litoral fluminense em estado de exaustão, doentes ou com quadro de hipotermia, tornando indispensável o atendimento especializado.

Ao localizar um pinguim, vivo ou morto, a recomendação é acionar imediatamente o Projeto de Monitoramento de Praias pelo telefone 0800 991 4800. O mesmo procedimento deve ser adotado caso sejam encontrados tartarugas marinhas, aves marinhas ou mamíferos marinhos nas praias monitoradas.

O que não fazer ao encontrar um pinguim

O Instituto Albatroz alerta que a população não deve tentar devolver o animal ao mar, alimentá-lo, tocá-lo ou colocá-lo em recipientes com água ou gelo.

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Segundo a médica-veterinária do Instituto Albatroz, Daphne Goldberg, os animais encontrados nessas condições já apresentam elevado nível de estresse, medo e debilidade física. Ela ressalta ainda que manipular esses animais para fotografias pode agravar ferimentos e aumentar o sofrimento.

Caso o pinguim esteja nadando, a orientação é não se aproximar, pois ele pode estar descansando, procurando alimento ou tentando retornar naturalmente à faixa de areia.

Monitoramento diário em 25 praias

Na Região dos Lagos, o Instituto Albatroz executa o monitoramento em 25 praias, distribuídas ao longo de aproximadamente 54 quilômetros de litoral, abrangendo Cabo Frio, Búzios e parte de Arraial do Cabo.

As atividades são realizadas diariamente por técnicos e monitores especializados, utilizando caminhadas e quadriciclos para percorrer toda a extensão monitorada.

Conheça o Instituto Albatroz

Reconhecido como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), o Instituto Albatroz atua desde 2003 na conservação de albatrozes e petréis em parceria com o poder público, empresas pesqueiras e pescadores.

A instituição também coordena o Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, mantendo bases em Cabo Frio, Santos (SP), Itajaí, Florianópolis (SC) e Rio Grande (RS).

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