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GAECO denuncia sete por integrar milícia em Araruama e Justiça decreta prisões preventivas

Grupo criminoso é acusado de extorsão, apropriação de imóveis, controle de transporte clandestino e ameaças; entre os denunciados estão ex-policiais e um ex-vereador do município.

Atualizado em 03/03/2026 às 10:03, por Ricardo Marcogé.

GAECO/MPRJ denuncia e obtém a prisão de grupo criminoso integrado por ex-PMs e ex-vereador de Araruama - Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, denunciou à Justiça sete pessoas acusadas de integrar uma milícia que atuava em Araruama, na Região dos Lagos. A pedido do órgão, foram expedidos mandados de prisão preventiva, que começaram a ser cumpridos nesta terça-feira (03/03) por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência.

Entre os denunciados estão dois ex-policiais militares — um deles ex-vereador do município —, um ex-guarda municipal e um servidor público da cidade. Segundo as investigações, o grupo é acusado de estruturar uma organização criminosa voltada à prática de diversos crimes, incluindo apropriação indevida de imóveis, extorsão contra moradores e comerciantes, controle de transporte alternativo clandestino e ameaças a integrantes do sistema de Justiça e das forças de segurança.

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De acordo com o GAECO/MPRJ, a milícia utilizava ameaças e intimidações com o uso de armas de fogo para impor domínio territorial. As apurações também apontam a prática de homicídios e roubos como forma de consolidar o controle da área de atuação.

A denúncia afirma que o grupo seria liderado pelo ex-policial militar e ex-vereador de Araruama, Sérgio Roberto Egger de Moura. Os demais seis denunciados desempenhavam funções distintas na organização, como coordenação do transporte alternativo — atribuída ao ex-PM João Carlos Alves Machado —, atuação como pistoleiro, cobrança de valores e integração do braço armado da milícia.

Ao decretar a prisão preventiva, o Juízo da 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas destacou o elevado grau de periculosidade das milícias, ressaltando que esses grupos costumam atuar com uso reiterado de violência ou grave ameaça, colocando em risco a ordem pública e a paz social.

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As investigações seguem em andamento para apurar a possível participação de outras pessoas e a extensão das atividades criminosas na região.