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GAECO denuncia policiais penais por esquema de tráfico e entrada de celulares em presídios de Campos

Operação cumpre mandados em cidades do RJ, incluindo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu; grupo é acusado de facilitar entrada de drogas e aparelhos celulares em unidades prisionais

Atualizado em 07/05/2026 às 10:05, por Ricardo Marcogé.

Operação do GAECO/MPRJ mira esquema criminoso de entrada de drogas e celulares em presídios de Campos dos Goytacazes. Foto: Reprodução

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou seis policiais penais e outras seis pessoas acusadas de integrar um esquema criminoso de tráfico de drogas e entrada ilegal de celulares em presídios de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

A operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (7), com o cumprimento de 12 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As ações ocorrem nas unidades prisionais Dalton Crespo de Castro e Carlos Tinoco da Fonseca, além de endereços ligados aos investigados em Campos, Rio de Janeiro, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Duque de Caxias e Cabo Frio.

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Segundo o Ministério Público, as investigações começaram após o assassinato do ex-policial penal Marcelo Aparecido de Lima, morto a tiros em abril de 2025, no bairro Parque Santa Clara, em Campos. A partir da análise de aparelhos celulares da vítima, investigadores identificaram a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e atuação voltada ao tráfico de drogas e à comercialização clandestina de celulares dentro das unidades prisionais.

De acordo com o GAECO/MPRJ, os policiais penais denunciados utilizavam suas funções para facilitar a entrada dos materiais ilícitos nos presídios, recebendo vantagens financeiras e participação nos lucros obtidos com a venda dos produtos dentro das unidades.

As investigações apontam ainda que quatro pessoas, incluindo um detento, atuavam no abastecimento do esquema criminoso, enquanto outros dois custodiados eram responsáveis pelo fracionamento das drogas e pela venda interna de entorpecentes e celulares.

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Além das prisões preventivas, a Justiça determinou o afastamento imediato dos policiais penais de suas funções e a suspensão do porte de armas de fogo dos investigados.

O caso segue sob investigação do GAECO/MPRJ e da Polícia Civil.