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Apagão de energia expõe fragilidade das operadoras e deixa população sem internet móvel

Falta de autonomia energética nas antenas de telefonia gera críticas e levanta debate sobre fiscalização e segurança da comunicação

Atualizado em 13/05/2026 às 11:05, por Ricardo Marcogé.

Queda de energia provoca apagão digital e deixa moradores sem internet móvel em Rio das Ostras e região. Foto: Reprodução / IA

Moradores de Rio das Ostras e de cidades da região vêm enfrentando um problema cada vez mais frequente e preocupante: sempre que ocorre uma queda no fornecimento de energia elétrica, o sinal de internet móvel praticamente desaparece. O cenário tem gerado indignação entre consumidores que dependem diariamente da conexão para trabalhar, estudar, realizar pagamentos, acessar aplicativos bancários, pedir transporte e até solicitar ajuda em situações de emergência.

A situação expõe uma fragilidade considerada grave na infraestrutura das operadoras de telefonia. Especialistas do setor apontam que antenas de telecomunicações classificadas como estruturas essenciais deveriam contar com sistemas de autonomia energética, como bancos de baterias e geradores, capazes de manter o funcionamento da rede mesmo durante apagões.

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Na prática, porém, muitos consumidores relatam um verdadeiro “apagão digital” logo após a interrupção da energia elétrica. Em diversos bairros, usuários afirmam ficar completamente sem dados móveis, sem acesso a aplicativos e, em alguns casos, até sem conseguir completar ligações telefônicas.

“Hoje dependemos do celular para praticamente tudo. Quando falta luz e a internet móvel também cai, ficamos isolados”, afirmou Carlos Henrique, residente da região central da cidade.

Outro morador, Marcos Vinícius, relatou que o problema se tornou rotina no bairro Recreio. “Toda vez que falta energia no Recreio, os dados móveis praticamente desaparecem. Ficamos sem comunicação e sem acesso à internet justamente quando mais precisamos”, desabafou.

Nas redes sociais, a situação também gerou críticas. “As contas chegam todo mês sem atraso, mas quando a população mais precisa da comunicação, simplesmente fica sem serviço”, comentou Juliana Ferreira.

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Comunicação virou serviço essencial

Nos últimos anos, a internet móvel deixou de ser apenas uma ferramenta de entretenimento e passou a integrar serviços fundamentais da vida moderna. Motoristas de aplicativo, comerciantes, profissionais autônomos, estudantes, jornalistas e trabalhadores remotos estão entre os mais prejudicados quando ocorre a interrupção simultânea de energia e sinal de telefonia.

Além do impacto econômico, a situação também levanta preocupações relacionadas à segurança pública e ao atendimento de emergência. Em períodos de temporais, acidentes ou situações críticas, a falta de comunicação pode dificultar pedidos de socorro e comprometer o acesso rápido a informações importantes.

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Especialista aponta possível falha na prestação do serviço

De acordo com especialistas em Direito do Consumidor, a interrupção recorrente do serviço durante quedas de energia pode levantar discussões sobre a qualidade da prestação oferecida pelas operadoras.

Segundo o advogado especialista em Direito do Consumidor, Bruno Boris, embora exista dependência da rede elétrica, empresas de telecomunicações que operam serviços considerados essenciais devem possuir mecanismos mínimos de contingência.

“Hoje a comunicação é indispensável para atividades básicas da população. Quando uma operadora não possui estrutura suficiente para manter parte do serviço funcionando durante emergências, isso pode indicar deficiência operacional e falta de investimento em redundância energética”, explicou.

O especialista também destaca que órgãos reguladores e de defesa do consumidor podem ser acionados para fiscalizar a situação e exigir esclarecimentos das empresas responsáveis.

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População cobra fiscalização e investimentos

Consumidores questionam se existe fiscalização adequada sobre a infraestrutura mantida pelas operadoras de telefonia na região. A cobrança é para que haja investimentos em sistemas de baterias, geradores e outras soluções capazes de garantir estabilidade mínima da comunicação durante apagões.

Enquanto isso, moradores seguem convivendo com uma realidade considerada contraditória: justamente nos momentos em que a comunicação se torna mais necessária, o serviço desaparece.

A população agora cobra respostas das operadoras, transparência sobre a infraestrutura utilizada nas antenas e providências urgentes para evitar que novos apagões de energia também provoquem um colapso na comunicação móvel.